Economia, Religião e Sociedade

Sábado, Janeiro 14, 2006

Abortar os criminosos?

Aborto sempre foi e ainda é um assunto controverso dentro da opinião pública. Num dos posts do dia 13 de janeiro, o blog De Gustibus¹ trata da hipótese levantada por Stephen Levitt em seu recente sucesso editorial Freakonomics². Contudo, o aborto deve ser permitido devido ao efeito apontado por Levitt?

No livro, Levitt associa a queda da criminalidade nos Estados Unidos com a legalização do aborto. Crianças não desejadas teriam maior propensão a se tornarem criminosas. Com muitos dados, Levitt aponta que justamente nos anos em que os jovens criminosos estariam chegando à adolescência se não tivessem sido abortados, cai a criminalidade.

Entretanto, apenas essa justificativa, na minha opinião, não é suficiente para aprovar-se a prática do aborto. Eticamente, não me parece razoável condenar uma criança à morte mesmo antes dela tornar-se de fato uma criminosa. Pode haver outras formas além do aborto para impedir que essas crianças indesejadas tornem-se criminosas, como acompanhamento de mães vítimas de estupro e suas crianças, etc.

É claro que há outros fatores que justifiquem o aborto: as clínicas clandestinas, por exemplo. Todavia, há também outros fatores que justificam a proibição disso. Acreditar que a mulher tem o direito de decidir sobre a vida ou a morte de um ser humano, mesmo bebê, é dizer que a vida de uns vale mais que a de outros. Mas essa é uma daquelas discussões sem fim, mas enfim...

¹ O nome do post é “A hipótese Levitt do aborto: mais uma evidência”.
² Eu não li o livro, mas já ouvi falar muito dessa hipótese... ainda vou lê-lo.

17 Comments:

  • HUm! Acabamos de folhear este livro na livraria né Thomas... Achei bem interessante. Mas confesso que acho esta idéia do aborto e sua relação com a criminalidade um absurdo. Esse raciocínio é muito perigoso e não está muito distante dos ideais nazistas. Quando terminar de ler este livro me empreste, hauhaua. O achei muito interessante.

    Abraço

    By Blogger P-Deh, at 1/15/2006 02:08:00 AM  

  • Apesar de afirmar que a mulher possui as melhores informações sobre condições/possibilidade de se criar um filho em um dado momento, observe q Levitt não propõe o aborto como política pública para resolver o problema da violência. Ele apenas constata que o aborto estatisticamente explica boa parte da queda das taxas de crime nos EUA (controlado por outros fatores). Valeu!

    By Blogger Ari, at 1/15/2006 06:58:00 PM  

  • Obrigado pela contribuição, caro Ari. Se pudesses, seria interessante que te apresentasses.

    By Blogger Thomas H. Kang, at 1/15/2006 11:28:00 PM  

  • a idéia de se relacionar aborto com queda da criminalidade não é um absurdo... um dos maiores problemas no mundo de hoje são os tabus morais e éticos que as pessoas enfrentam... temos que saber respeitar nossas opiniões e, ao mesmo tempo, saber que as pessoas tem crenças diversas. o artido do levitt achou uma relação entre aborto e queda do crime, e daí? ele não pregou o aborto para acabr com o crime ou nada do genêro! ele apenas constatou um fato! e todo o alvoroço das pessoas, toda a polêmica causada pelo simples ato de ele ter verificado que o aborto tem um peso na queda da criminalidade mostra que as pessoas hoje ainda são cheia de preconceitos e idéias formadas sem base alguma... as pessoas devem estar abertas a estudos, seja com aborto, clones, células tronco... não precisam apoiar, mas devem ao menos respeitar cientistas que buscam o melhor para a sociedade moderna... valeu.

    By Blogger Philipe Berman, at 1/16/2006 09:41:00 AM  

  • Caro, Philipe. Sou estudante de engenharia, você provavelmente é de economia. Certo? Portanto, ambos estudamos estatisca. Uma das primeiras coisas que aprendi nas aulas de Probabilidade e Estatística é que não são confiáveis. Um exemplo está na política, em que dois candidatos oponentes podem usar um mesmo dado estatístico para se derrubarem. É uma área da matemática muito sujeita a manipulações. Não quero dizer com isso que os dados utilizados por Levitt sejam manipulados, mas a sua afirmação é muito forte. Trato este assunto com mais cautela. Não é porque uma pessoa, independente de sua credibilidade, diz isso, que eu passo a apoiar a causa. Quanto as crenças, sim devemos respeitá-las, porém, certamente aqui nesta discução ninguém é a favor do assassinato de pessoas inocentes, e pra mim, aborto se resume a isto! Se Levitt apenas constatou isso eu não sei, mas certamente essa constatação é perigosa e pode abrir caminhos para atrocidades.

    By Blogger P-Deh, at 1/16/2006 10:15:00 AM  

  • Gostaria de esclarecer que minha intenção não é acusar Levitt de nada. Como disse o Ari, ele não prega no livro isso: não está diretamente preocupado com questões normativas.

    Apenas acho que constatações como essa podem justificar a defesa do aborto como prática, EMBORA Levitt não diga isso; assim, achei que poderia dar uma opinião sobre esse assunto tão enjoado de se discutir que é o aborto.

    Mss era isso.
    Abraços

    By Blogger Thomas H. Kang, at 1/16/2006 11:18:00 AM  

  • Caro Thomas, legal o blog, continue com o projeto.
    apresento: sou professor de economia em BH (Ibmec).

    By Blogger Ari, at 1/16/2006 12:50:00 PM  

  • concordo que dados estatísticos são fáceis de se manipular... a questão é que o estudo de levitt tem um embasamento teórico e estatístico extremamente consistente... se assim não fosse, o artigo dele não seria publicado na revista que foi, a mais conceituada revista da área de ciências sociais aplicadas do mundo.

    somente por que uma afirmação é "forte" não significa que ela não seja verdadeira! o fato é que diversos cientistas tentaram mostrar que levitt estava errado, mas até agora ninguem conseguiu tal feito. enquanto ninguém provar que o aborto NÃO diminui o crime, fico com o levitt. a análise dele é inovadora e surpreendente, e dela podemos tirar muitas lições válidas para políticas públicas.

    se tiver um tempinho, dá uma lida no paper:

    http://pricetheory.uchicago.edu/levitt/Papers/DonohueLevittTheImpactOfLegalized2001.pdf

    abraços!

    By Blogger Philipe Berman, at 1/16/2006 03:21:00 PM  

  • Dados estatísticos são manipuláveis? São. Levitt faz isto? Não. O aborto impacta no crime? Possível. Isto depende do meu credo moral? Não.

    Eu também estudei Estatística e sei que Levitt não é um bobo. Pode ser que a hipótese seja contestada (e ele, como bom economista, está disposto a debater), o que faz toda a diferença.

    By Blogger Claudio, at 1/16/2006 06:33:00 PM  

  • É pena que aqui no Brasil, como sempre, só estamos recebendo as informações pela metade... Desde que o livro de Levitt foi alçado ao posto de "best-seller", a análise que ele fez de dados criminalísticos norte-americanos e sua correlação com a legalização do aborto está sendo cantada em verso e prosa.

    Tem muita gente esquecendo de fazer o trabalho de casa, principalmente os resenhistas de "best-sellers". A análise de Levitt é MUITO contestada nos EUA... E por pesquisadores de peso, tais como Theodore Joyce (National Bureau of Economic Research) e Alfred Blumstein (Criminologista-Carnegie Mellon Univ.), que vêem nenhuma ou bem pouca influência da legalização do aborto na diminuição da criminalidade. Estes e outros pesquisadores mostram que existem fatores com peso muito mais significativo, tais como o maior controle, por parte da polícia, da praga que foi o tráfico de crack, que fazia as maiores vítimas justamente entre os jovens das classes mais humildes.

    Antes de ficarmos jogando confete em uma análise, é necessário, principalmente, entendermos se a mesma é ou não consistente. No caso da teoria de Levitt e Donahue, até hoje ela é, repito, MUITO contestada.

    By Anonymous Anônimo, at 1/19/2006 10:23:00 AM  

  • Caro anônimo,

    Gostaria que se identificasse, seria legal. Além disso, teria links para papers desse pessoal?
    Obrigado

    By Blogger Thomas H. Kang, at 1/19/2006 01:40:00 PM  

  • Anônimo!

    Muito boa sua contribuição, mas uma pena que você não se identificou!

    Já havia lido um artigo de 2003 do Joyce onde ele critica o texto do Levitt e do Donohue. Tenho que concordar que o embasamento dele é forte. No entantanto, os autores responderam ao Joyce e mostraram os equívocos que ele cometeu ao escrever o artigo.

    Não quero me apronfundar por que só conheço essas duas versões, a do Levitt e a do Joyce.

    O melhor seria você le a resposta do Levitt:

    http://pricetheory.uchicago.edu/levitt/
    Papers/DonohueLevittReply2004.pdf

    By Blogger Philipe Berman, at 1/19/2006 02:18:00 PM  

  • "Google is your friend"!! Possuo estes textos em PDF após encontrá-los através de uma boa pesquisa no Google sobre o assunto.

    Estou ciente desta resposta de Levitt e Donahue. Porém, talvez seja pouco divulgado que Ted Joyce respondeu também a este novo texto de D&L com o artigo "FURTHER TESTS OF ABORTION AND CRIME", no qual ele continua indicando a falta de evidências para a teoria dos citados autores.

    Um outro artigo, "Testing Economic Hypotheses with State‐Level Data:
    A Comment on Donohue and Levitt (2001)", desta vez dos economistas Christopher L. Foote e Christopher F. Goetz, ambos do Federal Reserve Bank, vai pelo mesmo caminho de Ted Joyce, mas sendo enfáticos na forma equivocada como foram utilizados os dados. Ainda não pude ler tal artigo, mas no resumo, eles escrevem:

    "Two lessons for empirical researchers are, first, that controls may impact results in ways that are hard to predict, and second, that these controls are probably not powerful enough to compensate for the omission of a key variable in the regression model."

    Por tais exemplos e outros, podemos concluir que o debate é muito mais amplo que apenas um capítulo de um "best-seller".

    Porém, é para se indagar por que tais análises fazem a festa de grupos abortistas, mesmo que tal não tenha sido vontade dos autores do texto. Claro está que um texto assim cai bem porque desloca o foco do assunto principal. Quem analisa os textos de grupos pró-aborto pode bem ver como em todas as instâncias eles têm seus argumentos plenamente rebatidos. Nota-se, porém, que tais grupos utilizam-se de uma tática de ficar pulando de um argumento para o outro (jurídicos, filosóficos, econômicos, emocionais, etc.), como se quisessem ganhar por cansaço.

    Um texto como o de D&L, mesmo contestado como está sendo, faz a alegria dos que procuram soluções fáceis para problemas complexos. Vários foram os que se pronunciaram sobre tal estudo de forma positiva sem que conhecessem o embate que o mesmo ainda gera. Até mesmo o excelente jornalista Elio Gaspari, que muito admiro, referiu-se a tal teoria em sua coluna dominical.

    Acho que tais embates nos deixam alertas para a necessidade de exercitar sempre mais a capacidade crítica e não permitir reducionismos em questões que são muito amplas.

    []´s

    P.S.: Desculpas por não ter me identificado no outro comentário.

    By Anonymous William, at 1/19/2006 07:14:00 PM  

  • Eu não posso discutir profundamente esses artigos por que só li dois. No entanto, gostaria de falar sobre a questão da simplificação citada por você. Oras, não acho que um problema complexo como o do aborto possa ser analisado em um único artigo. Médicos contribuem da maneira que podem, psicólogos e silósofos fazem o mesmo, economistas também! Cada um contribui da maneira que pode, de acordo com sua área de atuação.

    O problema não é de quem escreve, mas sim daqueles que fazem uso de uma idéia simples única para defender algo complexo. Aqui ninguém defendeu o aborto. Eu mesmo nem tenho opinião formada sobre o assunto. Eu só acho que o texto do Levitt é coerente e faz todo sentido, ao contrário do Joyce, que parte para uma análise meio que desesperada para defender uma idéia que ele tem. E aí está o grande problema, fazer uso de estudos científicos para defender um ponto de vista! A maioria das pessoas com quem eu conversei - e que foram tanto contra ou a favor à hipótese do Leviit – jamais leram o artigo da cara, mas já tinham opiniões como “que baboseira”, “que idiotice”, ou “muito boa mesmo”, “com certeza faz sentido”. Poxa, esses preconceitos são algo que não consigo suportar...

    Além do mais, Levitt jamais utilizou seu artigo para defender a legalização do aborto. Em uma entrevista ao NY Times, chegou a dizer que sua análise pretendia contribuir para o debate benefícios x malefícios do aborto, somente isso. Disse, também, que as “vidas bandidas” que se perderam com o aborto foram imensamente menores do que as “vidas não bandidas”, tirando qualquer possibilidade de as pessoas utilizarem sua idéia como escudo de batalha.

    O grande problema é criticar sem ter sento crítico. A igreja, por exemplo, critica pesquisas que, em um futuro próximo, podem salvar milhões e vida. Por que?

    By Blogger Philipe Berman, at 1/20/2006 09:33:00 AM  

  • Eu não posso discutir profundamente esses artigos por que só li dois. No entanto, gostaria de falar sobre a questão da simplificação citada por você. Oras, não acho que um problema complexo como o do aborto possa ser analisado em um único artigo. Médicos contribuem da maneira que podem, psicólogos e silósofos fazem o mesmo, economistas também! Cada um contribui da maneira que pode, de acordo com sua área de atuação.

    Aqui você foi perfeito, caro Philipe. Seria muito mais fácil se existissem mais e mais pessoas como você. O problema todo é que tem muita gente querendo tratar desta questão reduzindo a questão a guetos. Dia destes um "Mestre em Estudos de Gênero" escreveu para o Jornal do Brasil (RJ) sobre o aborto. Logo no início, ele escrevia que os homens já interferiram demais nos direitos reprodutivos das mulheres. Pode até ser verdade, isto é uma outra discussão; mas querer desta forma alijar os homens da discussão é coisa que só traz distorções e é exatamente o reducionismo idiota de que estamos falando.


    O problema não é de quem escreve, mas sim daqueles que fazem uso de uma idéia simples única para defender algo complexo. Aqui ninguém defendeu o aborto. Eu mesmo nem tenho opinião formada sobre o assunto. Eu só acho que o texto do Levitt é coerente e faz todo sentido, ao contrário do Joyce, que parte para uma análise meio que desesperada para defender uma idéia que ele tem. E aí está o grande problema, fazer uso de estudos científicos para defender um ponto de vista! A maioria das pessoas com quem eu conversei - e que foram tanto contra ou a favor à hipótese do Leviit – jamais leram o artigo da cara, mas já tinham opiniões como “que baboseira”, “que idiotice”, ou “muito boa mesmo”, “com certeza faz sentido”.

    Poxa, esses preconceitos são algo que não consigo suportar...


    Dois pontos diferentes aqui. Primeiro, o que acho importante que todos saibamos é que o texto de D&L não é a unanimidade que esta sendo veiculada no Brasil. Ele é muito atacado! Foi disto que falei em minha primeira mensagem. O problema não está em utilizar estudos para defender um ponto de vista. Aliás, seria muito mais fácil se pelo menos a maioria das pessoas fizessem assim. O problema é quando as pessoas querem dogmatizar alguns estudos e torná-los inatacáveis, sem nem mesmo procurar entender o debate e fazer uma revisão crítica nos textos. Isto é que gera problemas, preconceitos, etc.

    Em segundo lugar, uma questão como a do aborto faz com que as pessoas procurem se posicionar, independentemente se elas se aprofundaram ou não na questão. Eu, quando soube do texto de D&L, procurei saber mais sobre as alegações dos autores; porém, eu já tinha a convicção de que a análise deles era apenas mais uma de muitas que procuravam entender a razão da queda da criminalidade dos EUA. Está esta análise correta? Até que ponto? O problema não é uma pessoa de educação básica virar e falar: "Isto é um absurdo!". O problema é o tal "Mestre em Estudos de Gênero" escrever:

    "Steven Levitt, o autor de Freakonomics, conseguiu demonstrar que a legalização do aborto nos Estados Unidos levou, indiretamente, a uma redução da criminalidade e a uma melhora na qualidade de vida da sociedade norte-americana."

    Aqui está o problema! Primeiro porque ele ou não pesquisou direito ou então omitiu informações mesmo, o que é mais grave, ainda mais por se tratar de um formador de opinião. A tal demonstração da qual ele fala ainda é muito contestada. Segundo porque ele utiliza desta (des)informação para abalizar suas teses de liberalização do aborto.

    Um humilde motorista de táxi dizer que o que D&L escreveram é absurdo, é uma coisa. Uma pessoa com mestrado dizer o que este cara disse é outra bem diferente e que pode levar seus alunos a pensarem de forma equivocada. O primeiro apenas demonstra ignorância em um assunto; o segundo tenta ajustar a razão aos seus propósitos. Fica claro qual dos dois causa mais dano...




    Além do mais, Levitt jamais utilizou seu artigo para defender a legalização do aborto. Em uma entrevista ao NY Times, chegou a dizer que sua análise pretendia contribuir para o debate benefícios x malefícios do aborto, somente isso. Disse, também, que as “vidas bandidas” que se perderam com o aborto foram imensamente menores do que as “vidas não bandidas”, tirando qualquer possibilidade de as pessoas utilizarem sua idéia como escudo de batalha.

    Pois é... Mas, infelizmente, é assim que está sendo utilizada. E utilizada exatamente como forma de reduzir a questão. Tratar a questão do aborto sem que se passe pela definição do status do fruto da concepção, é desviar do assunto. Concordo com você que o problema não é o artigo de D&L. O problema é com os que se estão utilizando dele para seus fins obscuros.



    O grande problema é criticar sem ter sento crítico. A igreja, por exemplo, critica pesquisas que, em um futuro próximo, podem salvar milhões e vida. Por que?

    Isto é uma outra discussão. Aliás, está sendo vendida pela mídia e por muitos cientistas como coisa certa que existirá a cura de inúmeras doenças. Quem realmente tem esta certeza? Tal questão também passa pela definição do status que se dá ao fruto da concepção. Devemos lembrar que a Igreja não critica os fins da pesquisa - salvar milhões de vida -, que é um bem para todos. São criticados os meios como tal bem pode ser adquirido. Os biólogos, geneticistas, médicos, etc. podem bater o pezinho, fazer beicinho e tudo o mais, mas esta é uma questão eminentemente moral. Os que são avessos à Moral, à Ética, podem muito bem ver a falta que ela fez num caso como o do pesquisador coreano recentemente noticiado. Muitos cientistas são ambiciosos, desonestos, gananciosos. É exatamente para frear estas pessoas que a Ética é uma instância necessária em tais questões.

    By Anonymous William, at 1/20/2006 11:49:00 AM  

  • Caro William, seja lá quem fores (uma apresentação mais longa seria interessante, hehe). E também, caro amigo Ph e outros leitores,

    O William tocou em questões cruciais. A discussão sobre aborto é puramente normativa e remete sim a questões como Ética e Moral. Ora, não é apenas a partir de argumentos supostamente positivos que vamos tomar posição nesse assunto. Argumentos como os de Levitt servem pra dar sustentação racional a pontos de vista. Vão dizer que eu pareço um marxista, mas é legitimação de ideologias. E assim é porque não se resolve esse assunto sem chegar a questões éticas e morais como por exemplo: a partir de que momento há vida?

    Se fosse apenas racional, isso não seria polêmico e teríamos os que estão certos e os que estão errados, assim como há Bem e Mal.

    Era isso.

    By Blogger Thomas H. Kang, at 1/20/2006 12:24:00 PM  

  • tuudoo isso e ridiculo .

    By Anonymous Anônimo, at 4/16/2009 10:28:00 AM  

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